sábado, 4 de junho de 2011

Acordei atrasada como de costume, não tomei café da manhã pois nunca tenho fome quando acordo,a hora passa enquanto o vento bate na janela, olho para cima, o teto de madeira mais parece uma caixa de fósforo pronta para pegar fogo, as paredes derretem, parecem não aguentar tanto frio e calor. Apanho uma blusa, encho a garrafa de água, tudo o que preciso está comigo, o vento corta minha pele, isso me empurra ao mesmo tempo me reprime, sinto meus musculos contrairem e quando me dou conta já estou encolhida em minha blusa, poucas pessoas passam pela passarela, medo, dor, violência, com quem podemos contar nessa hora?O relógio apressado parece me impor um tempo que não é meu, um tempo em que as pessoas não se respeitam nem se amam, parece que tudo se resume em tempo e dinheiro e o resultado é esse caos que chamamos de cidade, poluição, sujeira, barulho, todo esse barulho que me incomoda e enlouquece passa despercebido pelos outros, mas ate quando???

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