domingo, 23 de maio de 2010

Assim falou Raul; assim falou o poeta...


"Um dia o poeta falou

da sombra sonora do disco voador

Eu sou a mosca que pousou em sua sopa

a historia do dia em que a terra parou

Parou para ver o poeta maluco beleza ficar

Plantando seus versos na terra

no fogo, na água, no ar

Mamãe não quero ser eleito prefeito

prefiro ser metamorfose ambulante

Quanto mais longe mais pertoquanto mais perto distante

Os segredos do universo

estão nos livros que enfeitam a estante

Eu vi o poeta encantado, cidadão respeitado

Há dez mil anos atrás

domingo com sua família

no jardim zoológico vendo os animais

Mordendo a maçã do pecado

Nos pegue-pagues do mundo

Voando num trem estrelado

Leve, suave, profundo

Se tudo deu errado da primeira vez

Levante a cabeça e tente outra vez

No livro que diz o futuro

Nas linhas da palma da mão

Bate a cara contra o muro

O homem que não tem visão

A minha visão é dinâmica

A minha canção radioativa

Deixa morrer em paz a bomba atômica

E viva a sociedade alternativa

Dos filhos deste solo és mãe gentil

a solução é educar o Brasil

Deixa morrer em paz a bomba atômica

E viva a sociedade alternativa"

Salve Raul...

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